Tati Aponte

Uma tragédia clássica em “Um Panorama Visto da Ponte”

O diretor Zé Henrique de Paula com os atores Sergio Maberti e Rodrigo Lombardi durante a coletiva de imprensa

Admito que estava muito ansiosa para ver a montagem de “Um Panorama Visto da Ponte“.

Não é segredo o verdadeiro fascínio que a obra de Arthur Miller provoca nos amantes do teatro contemporâneo.

Considerado um dos gênios da era de ouro do teatro norte americano, seus textos detalham com exatidão a época em que foi escrita, bem como a classe social onde ocorre a história (em geral, a classe média).

Os personagens são interessantes e, geralmente, possuem uma escolha ética complexa para fazer, além de travarem diálogos realistas interessantes.

Enfim, acho que a minha ansiedade era bem justificável.

Do que se trata “Um Panorama Visto da Ponte”?

Narrada pelo advogado Alfieri (Sérgio Mamberti) a peça acontece em Nova York e conta a história de Eddie Carbone (Rodrigo Lombardi).

Eddie é um estivador italiano-americano que vive com sua esposa Beatrice (Patricia Pichamone)  e sua sobrinha órfã Catherine (Gabriella Potye).

Os problemas surgem quando a família recebe dois primos italianos de Beatrice, Marco (Antonio Salvador) e Rodolfo (Bernardo Bibancos).

Imigrantes ilegais, os jovens provocam reações que ninguém imaginava que existiam naquele núcleo familiar.

Eddie então tomará uma atitude que marcará a sua vida e de todos que o rodeiam.

Por que assistir?

  • A peça é de uma atualidade assombrosa, alguns temas abordados no texto dos anos 50 parecem que surgiram agora em 2018;
  • Sergio Mamberti é um incrível ator e exprime com uma naturalidade impressionante a humanidade de Alfieri, o advogado narrador da peça;
  • Rodrigo Lombardi construiu um Eddie Carbone cheio de nuances psicológicas, bruto, rústico, confuso, mas que transpira de tanta entrega do ator;
  • Patricia Pichamone emocionou-me ao dar vida a Be, uma mulher que luta para que sua realidade não desmorone;

Por que NÃO assistir?

  • Em alguns momentos a peça perde a força e fica arrastada;
  • Questão de gosto: os atores não usam microfone. Sei lá, eu já estou acostumada com o recurso
  • Vá de Uber, o estacionamento do Teatro Raul Cortez está R$ 34 – um roubo!

É isso, depois venham aqui e me contem o que acharam!

Ingressos aqui!

 

 

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Um Panorama Visto da Ponte
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