Tati Aponte

O filme do Pelé é dramático e cansativo

Quem me conhece sabe que eu gosto MUITO de futebol.

Sou são paulina e, ainda que meu time não esteja aquela maravilha toda, gosto muito ver os jogos e torcer (secar os adversários também!).

Amoo Copa do Mundo e acompanho qualquer competição que a seleção brasileira participe!

E fiquei tão feliz quando ganhamos a medalha de ouro nas Olimpíadas, gente!

Ah, antes que me perguntem, já fui várias vezes ao estádio ver o São Paulo jogar! Inclusive em clássicos! #soumuitocorajosa

E por gostar esporte, sei da importância que o futebol tem em nosso país.

Portanto, eu JAMAIS deixaria de assistir ao filme de um dos maiores jogadores que o mundo já viu jogar e que é “coisa nossa”.

Pelé, o nascimento de uma lenda” chega as salas de cinema no dia 26 de outubro e fui conferir o que fizeram…

Novelão irreal falado em inglês e com futebol de pano de fundo

Mas fizeram uma lambança na história do Pelé difícil de digerir, viu?

Na coletiva contávamos com a presença de Pelé, mas ele estava com dores no quadril e não pode da coletiva.

O filme, que é uma produção norte americana, foi dirigido pelos irmãos Michael e Jeff Zimbalist e narra a trajetória do ex-craque desde a infância até seus 17 anos, quando o Brasil ganhou o Mundial de 1958.

A primeira coisa que causa estranhamento é que o elenco todo fala em inglês.

Sei lá, eu “buguei” quando vi as primeiras cenas. Achei nada a ver.

Mas ok, o filme foi produzido assim porque os produtores entenderam que o filme teria melhor aceitação no mercado internacional se não fosse falado em português. Business.

Depois, o excesso de melodrama desde o início do filme provocou cansaço e desinteresse.

O longa tem inicio na conhecida história que o Rei do Futebol já nos contou mil vezes, a de que seu pai, Seu Dondinho, chorou após a derrota do Brasil para o Uruguai na Copa de 50 e que Pelé, com 9 anos, prometeu ai pai que ganharia a taça Jules Rimet para o Brasil.

Então, o menino que amava jogar futebol participou de uma “peneira” e, assim, foi descoberto pelo olheiro do Santos, Waldemar de Brito, vivido pelo ator Milton Gonçalves.

Se eu fosse o Mazzola eu ficaria triste com o filme…

A história mais polêmica do filme é a construção do jogador José Altafini, o Mazzola, como o inimigo de Pelé.

Mazzola seria um menino rico que morava na casa onde a mãe de Pelé, Dona Celeste, trabalhava como empregada doméstica.

Esta fantasiosa situação já é um absurdo completo, mas ela atinge um nível de insensatez ao retratar Mazzola como o “topzera” que faz bulliyng com o pobre Pelé.

A vida segue e ambos se reencontram já na Seleção Brasileira, para juntos conquistarem o Mundial.

Óbvio que todos queriam saber se esta história era verdadeira, mas durante a coletiva o distribuidor (e não o diretor ou roteirista) se limitou a responder que acreditava que a história fosse verdadeira, pois o Pelé, que estava envolvido desde o início do projeto, não inventaria esta passagem da sua vida….

Daí eu cheguei em casa e fui ver se achava qualquer menção sobre esta história nos sites especializados. Não achei nada!

Foto de Divulgação

Por fim, fui na maior enciclopédia que eu conheço, que é meu pai.

Mas ele ficou tão ou mais indignado com esta história que eu: “Imagina, o Pelé era de Bauru e o Mazzola de Piracicaba, nunca se viram quando crianças. O Mazzola era tão ou mais pobre que o Pelé, não se de onde tiraram isso”.

Este enredo é tão despropositado e, no meu entendimento, tão grosseiro com o Mazzola que eu achei o fim dos tempos.

Sem contar que o Pelé do filme é tãããão ingênuo que não dá pra acreditar que alguém, que virou o Rei do Futebol, tinha tanta insegurança assim.

Quem gosta do esporte talvez goste do filme.

Adoradores de futebol costumam gostar de filmes que falam sobre o esporte.

Então, acho que podem curtir.

Honestamente, este filme não está no meu hit parede, não…

Mas pra poder falar, tem que assistir.

É isso!

Beijos!

 

 

 

 

 

 

 

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