Tati Aponte

Imperdível, “Love,Love,Love” confronta “babyboomers” e a geração “X”

Foto de divulgação

Love, Love, Lovechegou em São Paulo depois de uma temporada de sucesso no Rio.

E a peça tem tudo para repetir os bons resultados por aqui!

Com Débora Falabella e grande elenco,Love, Love, Love” possui um texto cativante e atual.

A montagem mostra as mudanças política e cultural da sociedade britânica entre a década de 60 e os anos 2000.

O autor Mike Barlett destaca as diferenças cruciais entre as gerações babyboomers e  a “X“.

Há um questionamento dos valores contemporâneos de maneira brilhante.

E uma boa dose de humor britânico.

As desigualdades das gerações

Foto de divulgação – Leekyung Kim

Anos 60: Dois irmãos, Ken (Alexandre Cioletti) e Herry (Mateus Monteiro), vivem em Londres.

Época conhecida como Swinging Sixties!

Uma grande efervescência cultural toma conta da cidade.

Todos os corações batiam ao ritmo dos Beatles.

(Love, love, love é o início de uma das canções mais icônicas da banda)

Ken é o arquétipo da imprudência e dos ideais da contra cultura.

Ele encontra em Sandra (Débora Falabella) sua cara metade e com ela pretende aproveitar a vida.

Anos 90: Encontramos Ken (agora vivido pelo ator Augusto Madeira) e Sandra (Yara de Novaes) no final do governo Margareth Tatcher.

Casados e pais de dois adolescentes, o casal vive em uma casa no subúrbio de Londres.

Ambos reminiscentes da geração paz e amor, o casal vive sob as influências do liberalismo econômico.

E o casamento já não se mantém como anteriormente.

2011: As diferenças entre as gerações explodem!

Alimentado por um forte sentimento de injustiça expresso por Rosie (Debora Falabella), a filha que está com quase 40 anos, sem companheiro, sem filhos, sem emprego estável, sem propriedade em seu nome, ela culpa seus pais pelo seu momento de vida.

As diferenças entre as gerações estão evidentes nos salários, nas expectativas de vida e no tamanho das casas que moram.

Achava que nossos filhos iriam ser heróis

O tema de “Love, Love, Love” não poderia ser mais atual.

Foto de Divulgação – Leekyung Kim

Primeiro, relaxamos vendo os anos 60 e 90 , rindo de tudo e todos!

Mas quando chegamos a 2011, ficamos extremamente compadecidos com Rosie.

Ela divide conosco as lembranças da triste comemoração do seu aniversário de 37 anos.

Ápice do espetáculo, Sandra tenta não se culpar pela situação da filha.

E o texto é incrível! Além da atuação das atrizes!

Fica claro que a decepção não é só da filha.

Os pais também estão arrasados, pois acreditaram devotadamente que o mundo seria um lugar muito melhor.

Ninguém se preparou para ter uma geração tão dependente assim.

Mas, ainda que não tenhamos todas as respostas, a peça nos abraça por tratar de um assunto tão delicado com um fino humor.

É uma baita peça! De verdade!

Assistam!

Beijos!


SERVIÇO:
Love, Love, Love, de Mike Barlett, com direção de Eric Lenate

Teatro Vivo – Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 – Vila Cordeiro
Temporada:
de 23 de março a 27 de maio
Às sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 18h
Ingressos:
sextas: R$50; e sábados e domingos: R$60
Duração
: 110 minutos
Classificação:
14 anos
Telefone
: (11) 3279-1520
Capacidade do teatro
: 274 lugares
Horário da Bilheteria:
De terça a quinta: das 14h às 20h*. De sexta a domingo: das 14h até o início da peça.Fechado em horário de almoço: de terça a sábado, das 16h às 17h; no domingo, das 15h às 16h.
Estacionamento: Valet Estapar – Valor: R$ 20,00


FICHA TÉCNICA:

Autor: Mike Bartlett
Tradução: Maria Angela Fontes Frederico
Diretor Artístico: Eric Lenate
Elenco: Augusto Madeira, Débora Falabella, Mateus Monteiro, Alexandre Cioletti e Yara de Novaes
Iluminação: Gabriel Fontes Paiva
Trilha Sonora: L.P. Daniel
Cenário: André Cortez
Figurinos: Fabio Namatame
Transportadora Oficial: Avianca
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

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