Tati Aponte

Filme “Alguma Coisa Assim” realça o poder do tempo em nossas vidas

*por Beatriz Pessoa – Edição Tatiana Aponte

A melhor palavra que defina o filme “Alguma Coisa Assim” é TRANSFORMAÇÃO.

O tempo e seus efeitos são incontroláveis.

Seja na aparência externa ou em nossa essência, o tempo é implacável e deixa marcas indeléveis.

Tanto o amor quanto a amizade, sentimentos complicados, podem não sumir mas podem amadurecer e se transformar.

O filme dirigido por Mariana Bastos e Esmir Filho esmiúça estes efeitos na relação de Caio (André Antunes) e Mari (Caroline Abras).

“Alguma Coisa Assim” e uma década cheia de mudanças

Mari (Carol Abras) e Caio (André Antunes) no Baixo Augusta em 2006

Caio e Mari vão se encontrar em 3 momentos muito importantes de suas vidas:

Primeiro, amigos que aproveitam juntos as noitadas do Baixo Augusta no início dos anos 2000.

Esta amizade vai muito além de uma simples cumplicidade momentânea.

Tanto Caio quanto Mari estão se descobrindo e tentando entender uma relação que nem eles mesmos conhecem muito bem.

Após alguns anos, Caio e Mari se reencontram no casamento de Caio e a amizade entre ambos ganham um contorno mais equilibrado.

Por fim, ambos se reencontram em Berlim, e todas as dúvidas com relação a amizade, a sexualidade, ao relacionamento em rótulos e a liberdade de viver um a relação sem categorizá-la ainda existem, mas de

Mari (Carol Abras) e Caio (André Antunes)

maneira mais madura.

Sobre a produção

O filme foi gravado em “etapas“:

  • Em 2006 a dupla de diretores fizeram o curta “Alguma Coisa Assim“, que narrava a história de Caio e Mari pelas ruas de São Paulo.  O curta foi premiado no Festival de Cannes com o prêmio de melhor roteiro.
  • Em 2014, os realizadores fizeram um novo curta com os mesmos personagens, chamado Sete anos depois.
  • 2017 o filme Alguma Coisa Assim reúne Caio e Mari, agora em Berlim, e retoma os encontros anteriores.

A trama não é cronológica, e por isso desperta o interesse no público que assiste.

É impossível não se sentir tocado pelas complexidades das personagens de  “Alguma Coisa Assim“.

É impossível não sentir saudades da Rua Augusta de 2006.

Assistam!

Ingressos (São Paulo) aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Summary
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Alguma Coisa Assim
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