Tati Aponte

O imponente Farol Santander

Em janeiro, no aniversário de São Paulo, a cidade um belo presente: o Farol Santander.

Passeios pelo centro SEMPRE valem a pena!

Na realidade, fico envergonhada de falar desta maneira – passeio – como se a região central fosse fora de São Paulo.

E olha que eu morei por 7 anos no Centro!

Daí fui buscar explicações para acreditar que o Centro é uma região a parte da cidade.

Acho que entendi um pouquinho, você quer saber também?

A classe média que se foi

Você já deve ter ouvido falar que a região central era nobre.

Não era opulenta como a região da Avenida Paulista, que desde o final do século XIX acolhia a elite de São Paulo.

Avenida São João anos 60

Mas o Centro sempre foi charmoso e, até meados dos anos 70, era opção de moradia de uma classe média alta.

Teatros, cinemas, restaurantes e bares estavam por ali!

Uma região parecida com o que vemos hoje em dia na região dos Jardins.

Em um determinado momento da história, a classe média alta migrou para a região da Paulista e zona oeste, e o centro de popularizou

E o que é popular…

Então, o que muitos chamam de degradação é, na realidade, um processo de popularização do Centro de SP.

Daí que este assunto vira uma polêmica, pois quando falamos em “popularização” a tendência é associar este conceito a pobreza.

Somado a isso, a população que saiu do Centro passou a ignorá-la, e assim, ela ficou esquecida por boa parte dos paulistanos.

Avenida São João, próximo ao cruzamento com a Praça do Correio, no centro de São Paulo, nos anos sessenta.

De fato, atualmente, ALGUNS que moram no Centro não possuem tantos recursos, mas isso é APENAS UMA justificativa para a região estar descuidada.

Afinal, sem dinheiro para fazer melhorias, alguns prédios se precarizam.

E o poder público pouco faz para revitalizar a região!

Por fim, alguns projetos da iniciativa privada provocam a gentrificação da região, e isso não é legal não, viu?

O ideal seria revitalizar o Centro mantendo as pessoas que ali estão morando por lá.

Senão, é uma melhoria apenas de fachada,né?

A questão é complicada.

Mas fica ai a reflexão!

O Farol Santander

Mas, voltando ao Farol Santander, é bem compreensível que o “novo” presente que a cidade ganhou seja um prédio de um banco privado.

Por ser uma instituição financeira, por isso mesmo com condições de realizar uma revitalização, o Santander entregou um mimo para a cidade.

Algumas propostas do Farol são gourmet demais, mas a proposta é válida e o passeio, imperdível!

Mas vamos começar pelo início, né non?

O Farol é dividido em 3 grupos de andares: Memórias, Experiências e Exposições.

Para visitá-lo, deve-se comprar um ingresso e escolher um horário para a visita pela internet.

Saiba mais aqui!

Vale a pena? Sim, vale! E muito!

Sala de atendimento do Banespa na década de 40. (Divulgação/Renato Suzuki)

Ainda que eu faça aqui minhas ressalvas, é um lugar que tem que ir!

Memórias

Nesta parte, o Farol pretende estimular no visitante a memória histórica do lugar e das pessoas.

A intenção é deixar a visita mais rica e, honestamente, eles atingem este objetivo em cheio.

Fiquei realmente emocionada em ver a história de pessoas que passaram pelo prédio e que trabalharam por ali.

Experiência

Ah gente, assim…

Nesta área tem:

  • Uma arena, que é uma sala é toda fofa com uma parede perfeitamente grafitada, onde debates sobre diversos assuntos acontecem;
  • Uma pista de skate linda, perfeita, toda bem cuidada, projetada pelo Bob Burniquist;
  • Um loft topzera que, se você quiser, pode dormir lá se desembolsar a bagatela de R$ 4.000,00;

Fotos retiradas do site saopaulosemmesmice.com.br

Eu fiquei meio confusa, sabe?

Com aquela sensação fake que coisas organizadamente bagunçadas causam,sabe?

Lembra daquela classe média alta que foi embora para a Paulista e desencanou do Centro porque popularizou demais?

Então, o lugar tá bem equipado pra eles voltarem e se sentirem em casa.

Exposições

São lindas e são vááárias!

Para saber mais sobre a programação das exposições, você pode acessar este link aqui.

O Mirante e o Café do 26

Parte delícia do Farol! Comida e uma vista maravilhosa!

Vamos falar do brunch? Preparado pelo Café Suplicy é muito bem servido vale muito a pena ir, viu?

O cardápio é FECHADO e tem as seguintes opções:

Foto do site: portalgosto.com.br

Brunch Completo por R$ 85 (vem 9 pratos) ou o mini brunch por R$ 65 (com 5 pratos).

Entre os pratos tem a salada de frutas carbonadas com gelatina de champagne, a brioche tostada com cogumelos salteados e ovo estalado, um donut de pato e chutney de manga.

Se não quiser o brunch, ok!

Tem o cardápio de comidinhas que tem desde um queijo quente, croissant, bolos e outras coisinhas bem boas.

Funciona de sábado das 09h as 18h e de domingo das 09h as 16h e não é necessário, mas se quiser, pode fazer reservas das 09h as 15h.

Pra reservar, precisa fornecer o numero do localizador do ingresso do Farol Santander e horário de visita.

Para mais informações: [email protected]

Ufa, acho que passei as informações mais importantes pra vocês conhecerem.

Mas entrem sempre no site ANTES, para verificarem os valores e as disponibilidades!

E boa diversão e muitas fotos!

Beijos!


FAROL SANTANDER – Rua João Brícola, 24, Centro, São Paulo – SP.

Horário de funcionamento: Ter. a dom., 9h às 20h.

Ingressos: R$ 17a R$ 20.

Mais informações: www.farolsantander.com.br

 

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