Tati Aponte

Exposição FIESP – Ready Made in Brasil

Estava com muita vontade de ver a exposição Ready Made in Brasil que, já faz um tempinho, está em cartaz no Centro Cultural da Fiesp na Avenida Paulista.

A exposição tem a intenção de mostrar a influência de Marcel Duchamp em artistas brasileiros.

Cadê o Amarildo?

Mas vamos começar do início, né? Quem foi Marcel Duchamp? E por que ele é tão respeitado no mundo das artes plásticas contemporânea?

Grosso modo, Duchamp foi o responsável por introduzir o conceito do ready made como objeto de arte.

O que é ready made de Duchamp?

Tá, mas o que é ready made?

Basicamente é pegar um objeto da vida cotidiana (uma colher, por exemplo) e inseri-la em uma obra de arte.

Uma das ‘Cem Monas’ de Nelson Leirner na exposição ‘Ready Made in Brasil’

Você pode achar isso ridículo, super comum…Mas na época dele isso foi um escââââââândalo!

Por que foi um escândalo?

Porque Duchamp estava apresentando uma outra forma se fazer arte, que não tinha a ver com o trabalho (labor) artístico, mas sim o conceito que envolvia aquela obra.

Isso foi um divisor de águas.

E é assim que a arte contemporânea se apresenta ao mundo atual.

Não só o conceito, mas o processo contínuo de experimentação, o questionamento e recriação da realidade que é o importante.

A conclusão não é o principal, mas trabalhar com o TEMA que é importante.

O que é arte?

Aí esta é uma pergunta muito interessante.

É óbvio que não há uma definição absoluta sobre o que é arte, mas existe uma maioria que entende que a “arte deve representar o belo”.

Por isso, posso afirmar com segurança que a maioria das pessoas entendem a arte como um PRODUTO.

Tendo como exemplo, para a grande parte da população um musical da Broadway é arte pois é compreensível, bonito e entretém.

No musical o espectador é passivo e apenas absorve o que está sendo representado. Não há troca, o espectador apenas recebe.

Veja, não estou aqui falando que um musical não é arte, é claro que é, mas ela não é a única forma que um artista pode  se expressar,ok?

Quando você rompe com esta facilidade, você obriga o espectador a pensar, e aí é que são elas.

Alguns artistas são muito fechados rechaçam essas novas formas de expressão (como rechaçaram Duchamp lááá atrás).

Estes conservadores, assim como o público, devem se abrir um pouco no universo do artista para compreendê-lo.

Um pouco de visão de alteridade é essencial.

Há muita ironia, sarcasmo e questionamento nas obras de Duchamp.

E estes conceitos foram absorvidos pelos artistas brasileiros que agora expõe no centro cultural da Fiesp.

Não percam! É de graça!!

Beijos!

 

 

 

 

 

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8 Comentários:
  1. Iruna

    QUE POST MARAVILHOSO!!!!!!!!!
    eu não conhecia o evento, muito menos que existia, eu amei.

  2. Estela Makes

    Mto interessante essa exposição super diferente dos que ja vi.

  3. Dayane Frazão

    Por isso amo são paulo sempre com muita criatividade
    eu adorei essa proposta de arte e pra mim a arte que é diferente e confusa é a que mais gosto, isso me encanta demais

  4. Thais Cristina

    Gente, que incrivel! Quanta cultura em um só lugar!

  5. Karina Autieri Rosa

    Amo artistas assim que dão a cara pra bater e reinventam conceitos a queroooo

  6. Erica Oliveira

    Já li algumas críticas de pessoas que ainda não aceitam esse estilo de arte mas confesso que eu amo demais a criatividade 🙂 Não fui nessa exposição (na verdd nem fiquei sabendo rs) mas depois do seu post já fui no Google procurar por fotos 🙂

  7. Thaís limaa

    Bem diferente essa exposição hehehe
    Gosto muito de arte, minha mãe ela trabalha com isso. Parabéns pelo post

  8. Gabriela

    Nossa meu, essa eu não sabia! Que legal, as pessoas são bastante criativas

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