Tati Aponte

“Eu Sou Mais Eu” fala sobre bullying de maneira sutil e sem grandes reflexões

Alguns temas costumam reverberar em momentos particulares da história.

Hoje em dia, um assunto moderno que é recorrente em filmes adolescentes é o bullying.

Não que antes a temática não fosse explorada, mas o ponto de vista era diferente.

Neste momento há a humanização da vítima do bullying.

Isso não é ruim, veja bem! É extremamente necessário! Vide “Ferrugem“, um filmão nacional que fala muito bem sobre este assunto.

No entanto, a humanização piegas pode resultar em um filme raso.

Estas coisas acontecem, gente…

É o que acontece com o filme “Eu Sou Mais Eu“, novo filme estrelado por Kéfera Buchmann, Giovanna Lancellotti, João Côrtes e assinado pelo diretor Pedro Amorim.

“Eu Sou Mais Eu” tem excelência de produção, mas a trama é fraca

Camila Mendes (Kéfera Buchmann) é uma popstar arrogante, que busca o sucesso a todo custo.

Prestes a lançar uma nova música, ela é surpreendida em casa pela visita de sua fã número 1 (Marcella Rica), que insiste em tirar uma selfie com ela.

O que Camila não esperava era que tal situação a levasse de volta à adolescência, quando sofria bullying de praticamente todos no colégio.

Seu único amigo é Cabeça (João Côrtes), que tenta ajudá-la a encontrar seu verdadeiro eu, já que só assim conseguirá voltar à sua realidade.

Camila, então, viverá momentos que a marcaram no passado e poderá dar um novo final histórias um tanto quanto cruéis.

Incrível não encontrar referências a clássicos do cinema como: Legalmente Loira, Meninas Malvadas, De Volta Para o Futuro, etc.

Mas o filme perde a potência ao transformar Camila em celebridade na escola, como se os problemas fossem resolvidos quando a vítima do bullying se torna um igual perante daqueles que a ridicularizaram.

Não há reflexão sobre o tema, tampouco uma crise de consciência em quem faz o bullying.

Pena! A temática poderia ser mais bem explorada.

A redenção da protagonista ocorre pelas mãos de Cabeça, mas daí você tem que ver o filme, senão isso aqui vira um spoiler!

E por falar em Cabeça…

João Côrtes: um ator com matizes, estudo e entrega

Se há um nome que segura o longa “Eu Sou Mais Eu” é o de João Côrtes.

Amadurecendo mais a cada trabalho desempenhado, é dele o mérito de dar o ritmo à personagem de Kéfera Buchmann, que ainda está muito verde para o cinema nacional.

Ela ainda terá tempo para desenvolver-se, não há dúvidas!

Mas, João Cortês, não.

Ele já se encontra em um patamar acima dos outros atores do longa e é uma delícia vê-lo em cena.

Em momentos mais cômicos, ou nos mais dramáticos o ator segura a interpretação , consequentemente, a história de Camila de maneira adulta e profissional.

Vale a pena assistir “Eu Sou Mais Eu”?

É um filme regular, não provoca reflexões intensas.

Mas é uma boa opção pra quem quer se divertir e levar as crianças ao cinema durante estas férias.

Ao final, é um programa tranquilo e vale a pena pelas cenas risadas que o filme proporciona.

 

 

 

 

 

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