Tati Aponte

Dumbo live action contém as impressões digitais de Tim Burton

No dia 21 de março fomos convidados para assistir, em primeira mão, a cabine de imprensa de um dos filmes mais esperados pelos fãs da Disney.

Após uma sequência interessante de títulos que ganharam uma nova leitura, chegou a vez de Dumbo, lançado pela primeira vez em 1941, ganhar a sua versão live-action.

E os estúdios Disney escolheram a dedo o nome do diretor desta adaptação: ninguém menos que Tim Burton.

O que achamos do filme?

Bem, primeiro vamos ao enredo e elenco.

QUAL A HISTÓRIA DE DUMBO?

Holt Farrier é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo.

O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada.

Mille e Joe, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme: ele pode voar!

Mas Dumbo está triste por ter sido separado de sua mãe, a Sra. Jumbo.

Com a ajuda dos dois, ele voará o quanto for preciso para encontrar sua progenitora.

O casting do filme é de um primor à parte, trata-se de um verdadeiro elenco cinco estrelas.

Colin Farrell dá a vida a Holt Farrier, um ex-artista de circo cuida de Dumbo logo após este perder sua mão pelas mãos gananciosas do Sr. Vandevere (Michael Keaton).

Eva Green é a acrobata Colette Marchant e Danny DeVito está impecável no papel de o Loyal Max Medici.

Os papéis de Milly e Joe Farrier são interpretados, respectivamente, pelos atores mirins Nico Parker e Finley Hobbins.

AS IMPRESSÕES DIGITAIS DE TIM BURTON

Ainda que a história não seja inédita, Dumbo contém elementos característicos do trabalho do diretor que não estavam presentes no desenho original.

Como todo filme de Tim Burton, a narrativa está envolvida em um clima nebuloso e poético identificáveis ao longo da história.

Em especial, na Ilha do Pesadelo, uma atração do parque Dreamland, para onde Dumbo e sua trupe são levados.

Absolutamente tudo naquela ilha remete ao universo fantástico do diretor. 

As cores, a fotografia saturada, os cenários e figurinos foram pensados para agradar uma boa parte do público infantil, mas não deixam de lado o estilo mais dark do cineasta.

Com relação ao ponto de vista mais humano do personagem, Tim Burton tem uma visão bem peculiar sobre a infância e a necessidade de amadurecimento das crianças frente a vida.

Isso também é replicado em Dumbo, onde vemos uma sequência de imagens em que o pequeno elefantinho vai adquirindo mais confiança para atingir seu objetivo: encontrar sua mãe.

É claro que a história tem muitas diferenças quando comparada ao desenho animado, afinal algumas cenas foram apagadas, os elefantes não falam mais e Timóteo, o ratinho e melhor amigo de Dumbo, desapareceu, mas outras adaptações merecem todo reconhecimento, como o número musical dos Elefantes Rosas (bolhas de sabão) que ficou incrível!

O filme não cansa, prende a atenção do começo ao fim, é nostálgico e tem muito da visão de Tim Burton, mas não deve ser considerado o seu melhor filme.

O Dumbo de 2019, no entanto, não faz feio à lista do diretor. É coerente com seus trabalhos anteriores e já tem um lugar de destaque na sua filmografia.

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