Tati Aponte

Filme “Chocante” provoca risadas e dá uma entretida.

A primeira sensação que eu tive quando vi o pôster do filme Chocante foi de medo.

E aí, o que você acha do pôster?

O pôster é tão roxo, tão brega e tão assustador que pensei “Ah, meu Deus! Mais um besteirol”. 

O que me convenceu a dar uma chance ao filme foi o elenco.

Já que é uma comédia feita por comediantes a única certeza que tive é que, ao menos, eu daria algumas risadinhas.

Antes que alguém me fale: “Mas comédia sempre é feita por comediante”, já esclareço uma coisa:

Há vários filmes do gênero que são feito por atores que não possuem NENHUMA intimidade com a comédia e o resultado, muitas vezes, é extremamente constrangedor.

E isso não acontece em Chocante.

Os momentos mais engraçados do filme não são óbvios, mas sim elaborados, o que dependem de uma boa interpretação.

A risada vem do impensável, e eu gosto MUITO disso!

Da idealização à realização de Chocante

Contemporâneos de bandas como Menudos, Polegar, Molejo e outros grupos de pagode, Bruno Mazzeo e Pedro Neschling tiveram a ideia de contar a história da fictícia banda Chocante, que se tivesse existido de verdade seria uma mistura perfeita de Backstreet Boys com Asa de Águia.

Chocante é uma boy band que tem um pouco de anos 80 e 90 na sua concepção, com muita referência televisiva.

Como ninguém que viveu nesta época sobreviveu incólume às influências que TV exercia, alguns ícones da TV são presenças OBRIGATÓRIAS no filme.

Afinal, participar do circo televisivo nos anos 90 era a prova para um artista que ele tinha muito sucesso.

Mas só quem viveu nesta época entende o que foi este momento para a sociedade brasileira.

Por isso, ainda que o tema seja interessante, o filme é restrito a uma faixa etária mais “sênior”.

Falando de anos 80/90 em 2017

Eu achei um desafio bem grande fazer um filme destes em 2017, o mesmo desafio que identifiquei em Bingo, o Rei das Manhãs

Com um imaginário saudosista, cultura pop, TV e figurino dos anos 89/90, como deixar este filme atrativo para o público mais jovem?

Os dois filmes usam o mesmo recurso para segurar o público, que é desenvolver o lado mais dramático da história.

Em Chocante, o drama está presente na vida de todos os integrantes da banda, pois todos são fracassados.

E a angústia de ser um perdedor é atemporal, por isso a identificação com o público mais novo.

Além disso, há o personagem do Pedro Neschling que mostra esta geração “x, y, z” sei lá qual, que vive nas redes sociais e faz o contraponto do passado com o presente.

É um personagem exagerado, mas ok, cumpre a função de mostrar como esta geração se comunica hoje em dia.

É um filme agradável e dá pra dar boas risadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

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