Tati Aponte

“Annie – O Musical”

Um clássico feito para ser um clássico” – Assim definiu Miguel Falabella sobre a montagem de “Annie – o Musical“.

De fato ele tem razão!

Em cartaz no Teatro Santander até dezembro deste ano, a peça traz todas as características de um puro musical da Broadway.

Baseado na história escrita por Harold Gray, “Annie” tornou-se um clássico bem conhecido pelo público norte americano.

Também pudera! A saga da pequena órfã em busca de seus pais foi publicada em tirinhas no jornal novaiorquino Daily News pela primeira vez em 1924 e cativou, sobretudo, o público adulto, pois fazia referências sobre a política norte americana e internacional.

Impossível não encontrar referências à “Annie” no repertório de histórias infantis mundo afora.

Menções bem menos políticas, é claro, assim como a peça.

Aliás, vamos a ela!

A montagem é bem feita

A peça é grandiosa.

Cenários luxuosos, iluminação bem executada, figurinos impecáveis e uma trilha bem harmoniosa.

Obviamente, a peça tem uma plasticidade de tirar o fôlego que ajudam a prender a atenção da plateia.

AJUDAM…(falarei mais disso adiante).

Com relação a atuação dos atores... bom, estamos falando de um musical, né?

E de um musical da Broadway, onde todos os excessos são bem vindos, então as interpretações correspondem a proposta da montagem.

Todos estão à vontade em cena, muito já dominam a linguagem do musical, por isso desempenham muito bem seus papéis.

E Ingrid Guimarães, veterana dos palcos mas debutante nos musicais segura com firmeza sua Miss Hannigan.

Miguel Falabella está bem e confortável com o seu Oliver Warbucks.

Ele está tão radiante no papel que a plateia reconhece sua felicidade logo na primeira cena que surge.

As meninas que interpretam Annie são de um profissionalismo que assusta, pequenas de tamanho mas gigantescas no palco.

Sara Sarres, já conhecida do grande público, desliza em cena com uma delicadeza e doçura próprias de sua personagem Grace.

Sobre o texto

O texto, que é o mais importante em uma peça, deixou-me um pouco cansada.

Como se trata de um direito comprado fora do país, os produtores tiveram que reproduzir com exatidão a obra original.

Então, creio eu que o texto seja fraco já na sua origem.

Veja, não é a história de Annie que é fraca, muito pelo contrário!

Mas a adaptação teatral ficou abaixo do que esperava.

A trama é frágil e, se não fossem os recursos cênicos, não seria uma obra que chamaria muito atenção, não.

Portanto, não esperem uma peça cheia de reviravoltas mirabolantes, um enredo eletrizante ou que tenha um apelo sentimental elaborado.

É um programa que agrada aos olhos, nada demais.


SERVIÇO:

Onde: Teatro Santander
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 | São Paulo
Quando: 30 de Agosto a 30 de Setembro
Quinta, Sexta e Sábado às 21h00, Sábado às 16h30, Domingo às 15h30 e 20h00
Quanto: Quinta R$170 a R$290 (valores inteiros) | Sextas, Sábados e Domingos R$210 a
R$310 (valores inteiros)
Vendas: Bilheteria Local ou Site Ingresso Rápido

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