Tati Aponte

“A Grande Jogada” e a montanha russa do mundo do poker

A Grande Jogada” está na lista dos indicados ao Oscar na categoria de melhor roteiro adaptado.

O filme, que foi baseado em uma história real, conta a história de Molly Bloom.

Molly é uma mulher extremamente inteligente que construiu um império gigantesco de poker clandestino em Hollywood e Nova Iorque.

Molly Bloom: a ex atleta que virou a princesa do poker

A carreira esportiva como esquiadora de Molly Bloom (Jessica Chastain) termina de forma abrupta.

Decidida a ser dona da sua  vida e cansada das brigas infindáveis com seu pai, Molly se muda para Los Angeles.

Lá, encontra um homem que a introduz no mundo do poker clandestino.

Logo se desvencilha deste homem e começa a organizar seus próprios jogos.

Em pouco tempo vira uma referência dentro do mundo dos jogos de azar.

Somente os jogadores ricos e influentes podem sentar-se à mesa de Molly Bloom.

Astros do cinema, produtores, diretores, tubarões do mundo financeiro, herdeiros e príncipes são exemplos dos jogadores de Molly.

Mas nem tudo são flores.

Um belo dia, a “princesa do poker” é detida por 17 agentes do FBI armados até os dentes.

Para se livrar de uma severa pena, deve entregar alguns de seus principais clientes.

Mas Molly tem princípios morais

Estilo de Aaron Sorkin

Certamente você conhece o trabalho de Aaron Sorkin, ele é o roteirista dos filmes “The Social Network” (o filme do Facebook) e “Steve Jobs”.

Em “A Grande Jogada“, Sorkin assume, também, a função de diretor do longa.

Cada um dos filmes mencionados há uma repetição temática.

Sorkin tem um verdadeiro fascínio por histórias de mentes inteligentes e pessoas trabalhadoras.

E em A Grande Jogada, Sorkin destaca não só a inteligência da protagonista mas, também, a sua integridade moral. Mais adiante eu falarei sobre isso.

Foto de divulgação

Molly é linda, é sexy, é atraente, mas não é bem sucedida por sua feminilidade (ou apenas por sua feminilidade).

Ela se destaca porque é a melhor no mundo do poker, desbancando homens que jamais haviam sido ameaçados.

Ao falar em integridade moral, não significa que Molly era um exemplo de virtude, mas que estava comprometida com os clientes que apostavam em suas mesas, mesmo após ser detida pela polícia.

Sorkin também apresenta ao espectador os lados obscuros de Molly, sua personalidade e os reflexos de uma vida pregressa no esqui cheias de exigências por parte do pai e da família.

Vale a pena assistir?

Sim! O filme superou minhas expectativas e há quem diga que a academia foi pouco generosa com o longa, pois merecia mais indicações.

É uma boa pedida pra quem gosta de dramas eletrizantes.

Ah, quem interpreta o pai de Molly é o Kevin Costner!

Sem spoiler, mas a cena deles conversando no Central Park me emocionou demais….

Vejam e depois me contem o que acharam, ok?

Bom filme!

 

 

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