Tati Aponte

10 Segundos Para Vencer – A história da família Jofre

Hoje estreia o filme “10 Segundos Para Vencer“.

O filme é uma grata homenagem ao boxeador Éder Jofre.

Daniel Oliveira é Éder Jofre

Pois, além de narrar sua história, reaviva na memória do brasileiro a imagem de um dos maiores esportistas do nosso país.

Outra coisa importante de dizer é como o boxe é o esporte preferido dos produtores de cinema.

Pode perceber, um filme de futebol não agrada tanto ao público…

Mas os de boxeadores ou lutadores sempre são elogiados pela crítica.

No caso do filme de José Alvarenga Jr., o longa tem uma boa história, boa montagem e um elenco premiado.

10 Segundos Para Vencer” levou dois Kikitos no Festival de Gramado pelas atuações de Osmar Prado e Ricardo Gelli.

Portanto, vamos falar do filme!

Do Parque Peruche para o Mundo

O filme começa com  Kid Jofre (Osmar Prado) treinando Zumbanão (Ricardo Gelli), seu cunhado.

Tio do pequeno Éder, Zumbanão era seu ídolo.

Ele adorava ver como o Tio vivia uma vida completamente desregrada, mas cheia de emoção.

Mas quando Zumbanão envolve-se em uma briga na padaria, Kid Jofre sentencia:

Você não pode lutar na América

A vida da família que morava no Parque Peruche, zona norte de São Paulo, não era fácil.

O patriarca dedicava-se integralmente a farejar um novo campeão, e se surpreende quando o próprio filho pergunta:

Pai, você faz de mim um campeão?

E, a partir de então, a relação de pai e filho torna-se, também, de treinador e treinado.

Éder torna-se um dos maiores campeões brasileiros da história do boxe.

Ganhador de títulos mundiais e até hoje configura no hall da fama do boxe internacional.

E já famoso, com um conforto financeiro, casado com Cida (Keli Freitas), mas cansado de ser lutador, aposenta-se ainda no auge.

Após um declínio acentuado na sua vida, Éder decide retornar.

E volta a ser um campeão.

Vale a pena assistir “10 Segundos para Vencer”?

Vale! Vale sim e vale muito!

Primeiro, para conhecer a história de uma família pioneira na área do boxe, um esporte que nunca foi tradicional no Brasil.

Segundo, porque o filme não é uma cópia dos filmes que já abordaram este assunto.

Ricardo Gelli como Zumbanão, teve um trabalho de criação de personagem incrível, porque quase não há registros do tio de Éder Jofre.

Osmar Prado mereceu o Kikito porque a atuação visceral que ele dá a Kid Jofre é o ponto alto do filme.

Tem domínio sobre o pai e treinador obstinado a fazer do atleta um campeão.

Quando o filho está perdendo a luta na América, que ele tanto sonhou, não titubeia ao entrar no ringue e dizer:

Lutadores lutam

Campeões vencem

Daniel Oliveira é Éder Jofre e deu a alma pelo personagem.

O preparo físico foi similar a de um atleta e, segundo o ator disse em coletiva, assistiu todas as lutas e entrevistas do boxeador para aprender como era sua postura no ringue e fora dele.

Fazer o sotaque específico do morador do Peruche foi o mais delicado, mas o mais prazeroso.

Sandra Coverloni é Angelina, a matriarca da Família Jofre.

Eu sou apaixonada pela atriz, que já ganhou o premio de melhor atriz em Cannes pelo filme “Linha de Passe” do Walter Salles.

Não preciso falar mais nada sobre a qualidade dela, né?

O resultado é lindo!

Vejam!

 

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10 Segundos Para vencer
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